segunda-feira, 15 de março de 2010

De novo, de novo

NÃO QUE EU DEVA nenhum esclarecimento a vocês (hehe), mas sim, estarei fazendo cursinho de novo. À partir desta quinta-feira, inclusive.
Também, depois de me ferrar bonito em Física e Matemática na UFRGS, era só o que dava pra fazer mesmo. Se bem que o pior de tudo é que um monte de gente que tirou nota inferior a minha está, neste momento, matriculado na faculdade. Maldita R.I.
Agora, não me façam perguntas difíceis.
Não, pessoal, eu não sei pra que vou fazer vestibular.
Não, pai, eu não quero fazer PUCRS.
Não, vó, eu não sei se quero ser médica e não vou descobrir a cura pro câncer.
Não, mendigo assustador da rodoviária, eu não tenho 10 centavos pra tu comprar pastel.
Não me façam perguntas difíceis, eu vou estudar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

This is the end.

"This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I'll never look into your eyes...again
Can you picture what will be
So limitless and free"
The End - The Doors


Antes que alguém tente me impedir de algo e pense "AIMEUDEUS": não, eu não vou me matar. Mas...é o fim. É o fim, sim. É o fim de um 2009 inteiro voltado ao que parecia uma realidade distante que era essa -agora tão próxima!- mera e ao mesmo tempo importante prova. Sim, uma prova! Gente chorando, lamentando, profetizando, antecipando, analisando, esperando aprovações. Caos.
Eu? Sei lá, não vou mentir. Óbvio que eu quero passar. Mas não vou certa de que meu empenho ao longo do ano teria de me render uma vaga por merecimento e labor. Tenho chances, bem como todos têm, mas eu podia ter me esforçado muito mais. Tudo bem, eu passei de ano, e passei bem. Eu passei nos dois vestibulares que prestei até então. No entanto, não me preparei um terço do que tinha em planos. Por mais difícil que seja de acreditar, não foi por descaso ou preguiça...mas isso já são outros assuntos que agora já não importam mais. Atenhamo-nos aos fatos.
A dois dias do vestibular eu posso, no máximo, constatar o seguinte:
Espero o melhor. Seja passando, seja não passando. Seja estando na mesma rotina de cursinho ano que vem, seja entrando na faculdade.
Sorte aos amigos, até porque só eu sei o quanto alguns me foram privados por causa dessa merda de vestibular, então no mínimo que tenha servido pra algo bom.
Mente clara, espinha ereta e coração tranqüilo.
Então que comece! Wish me luck.

Mas, por agora, (e por#@, finalmente!) this is the end.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

só dêem logo meu diploma e me deixem virar mendiga em paz.

Depois de 13fuckinganos tendo basicamente a mesma rotina (dormir, acordar, ir pro colégio, voltar, dormir), venho comunicar-vos, por meio deste, que estou (quase) oficialmente formada.
Não sei bem o que pensar sobre isso. Não sei bem o que fazer sobre isso. Não sei bem como me sinto sobre isso...e não sei bem o que vai acontecer sobre isso. Só dêem logo meu diploma e me deixem virar mendiga em paz. Se vocês esperavam alguma reflexão nostálgica e profunda sobre a conclusão de mais uma importante etapa da vida, com frases de efeito e epifanias filosóficas, peçam aos oradores da minha turma (que, aliás, se alguém souber quem são, faça a gentileza de me comunicar). Só dêem logo meu diploma e me deixem virar mendiga em paz.
Eu não quero nada. Não vou ser jovem e aderir a degradações coletivas, botar fogo no colégio, depredar o carro da diretora, jogar bexiguinha de mijo nos novatos. Eu ainda preciso estudar igual e passar no vestibular antes de pensar nesse tipo de coisa. Retomarei esse assunto a partir de fevereiro, quando saem as aprovações -ou não- da UFRGS. Enquanto isso só dêem logo meu diploma e me deixem virar mendiga em paz.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

eu sabia que férias prolongadas não podiam vir impunes

Aula até nos domingos, das 8:30 até ás 17:00?

FAÇAM FONFON DE UMA VEZ NO MEU NARIZ E ME CHAMEM DE BOZO ENTÃO, MERDA.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Shamuel era um bom gato

Amarelo bigodudo de olhar arrogante com patinhas rosadas. Ainda lembro como se fosse ontem a primeira vez que o vi (tá, na verdade não vi direito, porque ele era arisco e fugia): eu tinha sete anos e ele tinha um cabeção.
Há anos atrás ele caiu do quarto andar e sobreviveu, e desde então não sei bem onde gastou as outras seis vidas, mas o fato é que ontem ele se foi mesmo. Utáqueopariu.
Quando eu era criança e queria brincar de Rei Leão, só um ser tinha o papel garantido de Simba. Quando eu queria esquentar meus pés enquanto assistia à televisão, só um ser tinha as proporções exatas para cobri-los de maneira eficaz. Quando acordava no mau-humor regular matutino, só um ser não se importava em roçar carinhosamente nas minhas pernas (que eu vou negar que ele só fazia pra ganhar comida...mas ERA) apesar de ser xingado. Morreu virgem e aos onze anos de idade. Um santo, praticamente. Confesso que fará bastante falta.
É, Shamuel era um bom gato.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

antes e depois

Encontrei perdido por aqui um relato do que se passou em uma noite da minha vida nessa mesma época há um ano atrás, quando eu tava fazendo uma tentativa xexelenta de manter um "diário" onde eu acabei escrevendo uma vez a cada três meses (quiçá como esse blog). Talvez eu esteja botando ele aqui por não ter NENHUMA IDEIA de coisa interessante pra falar, talvez não...enfim, nunca saberemos.
Então aqui vai. ABRE ASPAS:

"Ontem, pela primeira vez na vida, fui na famosa NEO, uma boate que tem fama por ser GLS (não, eu não sou lésbica, nem bissexual...nada contra, nada a favor). É sabido que o lugar tem bastante gente ALTERNATIVA (seria "alternativa" a nova gíria pra dizer GAY sem provocar polêmica?), mas o outro grande motivo de fama é o tipo de música que tocam. Nada de funk, pagode e essas coisas. Apenas ROCK e música eletrônica. E esse foi o real motivo do meu interesse em conhecer o lugar, já que em Porto Alegre uma boa parcela das pessoas gosta de ir em festas com shows de bandas como "SAPECAS DO SAMBA" e coisas do gênero. Era pra ter começado ás 23 horas a festa (OLD SCHOOL, era o nome - tocaria só música eletrônica e ROCKS ANTIGOS!...mas eu não ouvi nenhum rock, em nenhum momento) e como as amigas que estavam comigo -Carol e Vane - já tinham ido antes, recomendaram que a gente chegasse meio cedo pra conseguir entrar cedo, evitando a fila enorme que teoricamente teria. "Sensacional", pensei "a gente chega e já entra logo, se eu achar palha, vou embora." Ás 22:40 chegamos lá na frente. Tava fechado, sem ninguém na frente. Eu teria ficado desapontada se não fosse por uma vontade safadona que eu tava de dormir pra sempre. Voltamos pra casa da Carol, elas ligaram pra lá e nos foi dito que a festa aconteceria mesmo, mas só à meia noite. Voltamos ás 23:40 mais ou menos, tava vazio, exceto por um grupo de gente anormalmente alegre na nossa frente, que mais tarde ficaria nos puxando lá dentro, insistindo pra dançar música eletrônica de forma louca junto com eles. Vai entender. (ah, não tem nada a ver, mas encontrei a Jundira Sampaio passando ali na frente...ela continua bonita e estranha). Por fim, entramos lá pela meia noite e pouco. Tava MUITO vazio. E o lugar é MUITO pequeno, tão pequeno que se um cara peidasse ali dentro todo mundo inalaria obrigatoriamente. Fui embora 1:30 da manhã. E não pretendo voltar. Essa foi minha primeira noite festiva de férias de inverno....e provavelmente última. Nota mental: Em futuro caso de dúvida entre sair e dormir, deitar e apagar a luz."

E fecha aspas.
Avaliação final de mim há um ano atrás: ESPIRITUALMENTE VELHA
Avaliação final de mim nos dias atuais: ESPIRITUALMENTE VELHA

Não, eu não me importo com isso. E sim, Jundira Sampaio é um nome fictício.


sábado, 1 de agosto de 2009

and then suddenly BAM!

Descobri que só gosto de imprevisibilidades quando elas implicam em algo bom. Pessoas imprevisíveis demais não são algo bom. Situações inusitadas demais também não. Aquele tipo de surpresinha (vulga TRAGÉDIA) que tu descobre de repente e que não traz nada bom é quase como uma facadinha em lugares vitais, então vocês, apreciadores de toda inusitabilidade da vida, podem beijar meu traseiro.